quarta-feira, abril 30, 2008

OUTEIRO

passos ao rés do solo

corres montes e vales, ainda que lentamente

sem instintos, zela

inscreve sobre a terra

separa os grãos, volve a tela

compaixão...

sem miniaturas vernaculares

fontes, outeiro

buscas as coisas do alto

cores pontes e lares, andas longamente

sem destino, velas

borralheiras... rente a serra

aviam pão, escolhe a mais bela

uma flor,

desce o canteiro

lustras outono aos saltos

ou sobre as pontas dos pés!


Outeiro

erhi Araújo

2 comentários:

bayano disse...

Poeta

Devo dizer, que o tempo traz a todo poeta uma prova real! E muitas vezes sem glórias, sem história, mas tendes a imortalidade, a presente, imortalidade virtual.
Tenho apreciado tuas publicações, com a tenção que a poesia merece.
Parabens!

Roque disse...

Séo poeta

Passei pra te espiar e, me surpreendes com estes versos... tais, que nos revela as boas conversas sobre o nosso reconcavo, os jeitos e gestos, as paisagens e a simplicidade que se traduz em poemas.
Abraços e parabens