Procura-te
a uma boca
que se me possa beijar
oferece-te,
palavra louca!
que se me possas em desejos...
te provar!
C e r i m ô n i a
erhi Araújo
quinta-feira, maio 28, 2009
quarta-feira, maio 06, 2009
f l o r e s d e m a i o
Então
ternos segredos...
dizes clamando!
quis melhor amor
um senão, amando.
um dia!
espia a úmida memória,
teu olhar estenderia
vistas em que te guardo
se senti
se feri
se fingi
o gozo!
suavemente desejado
então! nos desculpai...
tontos tempos
ao que tenho calado!
Flores de maio
erhi Araújo
ternos segredos...
dizes clamando!
quis melhor amor
um senão, amando.
um dia!
espia a úmida memória,
teu olhar estenderia
vistas em que te guardo
se senti
se feri
se fingi
o gozo!
suavemente desejado
então! nos desculpai...
tontos tempos
ao que tenho calado!
Flores de maio
erhi Araújo
segunda-feira, maio 04, 2009
L u a C h e i a
A noite descansa
enche vazios
Justa melancolia
bem resfriada.
E ao impor-se
O sol que nos escava
mais brilhante
em tudo não te escapa.
Lua cheia
erhi Araújo
enche vazios
Justa melancolia
bem resfriada.
E ao impor-se
O sol que nos escava
mais brilhante
em tudo não te escapa.
Lua cheia
erhi Araújo
sexta-feira, março 27, 2009
E n s a i o s
teus raios
não assustam pedras
não ilustram trevas
não ajustam regras,
desmaios...
e nos mesmos balaios,
entregas!
Ensaios
erhi Araújo
não assustam pedras
não ilustram trevas
não ajustam regras,
desmaios...
e nos mesmos balaios,
entregas!
Ensaios
erhi Araújo
terça-feira, março 24, 2009
Cálidos pés
sigo a ti
por estes caminhos
e então
caço, laço, vôo
até que recolha-me em teu ninho
digo a ti
por estes carinhos
então!
traço, amasso, entôo
até que retire-me os espinhos
que nos refresques ao vinho
ao anjo sol
na branca toalha de linho...
lânguido amor!
Cálidos pés
erhi Araújo
por estes caminhos
e então
caço, laço, vôo
até que recolha-me em teu ninho
digo a ti
por estes carinhos
então!
traço, amasso, entôo
até que retire-me os espinhos
que nos refresques ao vinho
ao anjo sol
na branca toalha de linho...
lânguido amor!
Cálidos pés
erhi Araújo
terça-feira, março 10, 2009
C I C A T R I Z
Língua, fala-me
por tardes e diz
se quiséssemos definições na poesia,
poesia de um corpo
poderíamos chamá-la
sã liberdade, que abracei!
sou no teu corpo, sujeito natural
tela, escultura, parede,
sepulcro, prisão e berço
fetiche, memórias, objetos
espectador imparcial
O silêncio, muito ambíguo
a presença, a cobiça, o rompimento proposital
dos suspeitos, encarnado a sua língua,
poética e sem roupa, a míngua
no passo, assenta cadeiras e saltos
a sustentar o poema... pratarias e a indigência
é a superfície que a palavra escrita
sabe qual réstia de luz
dá forma aos vazios, aponta o nariz
quis a sombra que teu olho
a noite afunde os traços, e diga
o jogo, os amores escuros castiços
nos corredores...
os traços sem luz!
cicatriz
erhi Araújo
por tardes e diz
se quiséssemos definições na poesia,
poesia de um corpo
poderíamos chamá-la
sã liberdade, que abracei!
sou no teu corpo, sujeito natural
tela, escultura, parede,
sepulcro, prisão e berço
fetiche, memórias, objetos
espectador imparcial
O silêncio, muito ambíguo
a presença, a cobiça, o rompimento proposital
dos suspeitos, encarnado a sua língua,
poética e sem roupa, a míngua
no passo, assenta cadeiras e saltos
a sustentar o poema... pratarias e a indigência
é a superfície que a palavra escrita
sabe qual réstia de luz
dá forma aos vazios, aponta o nariz
quis a sombra que teu olho
a noite afunde os traços, e diga
o jogo, os amores escuros castiços
nos corredores...
os traços sem luz!
cicatriz
erhi Araújo
quinta-feira, março 05, 2009
M u l h e r e s
Quem pediu socorro...
a esperança
contando seus dramas
ou, quem sabe somente um conselho
do mundo vem
seus dramas, suas perdas e suas dores
e sempre trata de alguém,
do apego, da posse, da ilusão
ou talvez a dor e a tristeza
a alma, o sossego, a origem, a neblina, o horizonte
o caminho e a história...
a bagagem, a escolha, os olhares
suma sábia simplicidade
a aura, o campo, a crítica, a mão
de muitos anos pra aliviar as dores
os parvos senhores
uns trapos, um trago, compaixão, paciência...
contra as ilusórias aparências
um coração que perto de tudo resiste
a moda, a boca, o chiste
tontas desculpas e coragem...
dá compaixão!
M u l h e r e s
erhi Araujo
a esperança
contando seus dramas
ou, quem sabe somente um conselho
do mundo vem
seus dramas, suas perdas e suas dores
e sempre trata de alguém,
do apego, da posse, da ilusão
ou talvez a dor e a tristeza
a alma, o sossego, a origem, a neblina, o horizonte
o caminho e a história...
a bagagem, a escolha, os olhares
suma sábia simplicidade
a aura, o campo, a crítica, a mão
de muitos anos pra aliviar as dores
os parvos senhores
uns trapos, um trago, compaixão, paciência...
contra as ilusórias aparências
um coração que perto de tudo resiste
a moda, a boca, o chiste
tontas desculpas e coragem...
dá compaixão!
M u l h e r e s
erhi Araujo
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
S a t é l i t e
Dois homens te beijam
te querendo trocar paternidade
dois homens, te deixam
padecendo, lustra-te vaidades
dois homens te deleitam
carecendo, suga-te natalidade
Dois homens te queixam
devendo corar-te a fraternidade
dois homens te deitam
te merecendo alcançar, humanidade
dois homens bracejam
parecendo coar-lhe a solidariedade
Dois homens te espelham
dizendo forrar-te a virilidade
dois homens... que desejam
um oferecendo olhar, outro liberdade
dois homens que te desvendam
Dois homens que arpeiam
Temendo, te abrasar necessidades!
S a t é l i t e
erhi Araújo
Prêmio Dival Pitombo de Poesias de Feira de Santana/ Funlac 1995
te querendo trocar paternidade
dois homens, te deixam
padecendo, lustra-te vaidades
dois homens te deleitam
carecendo, suga-te natalidade
Dois homens te queixam
devendo corar-te a fraternidade
dois homens te deitam
te merecendo alcançar, humanidade
dois homens bracejam
parecendo coar-lhe a solidariedade
Dois homens te espelham
dizendo forrar-te a virilidade
dois homens... que desejam
um oferecendo olhar, outro liberdade
dois homens que te desvendam
Dois homens que arpeiam
Temendo, te abrasar necessidades!
S a t é l i t e
erhi Araújo
Prêmio Dival Pitombo de Poesias de Feira de Santana/ Funlac 1995
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
P o m a
Cada suor te lavra a hora
reparte e voa numa sonda
divina... célere
da carne extrai sombras
sal, bens de ouro, celebres
Cada paiol te trava a porta
da fome malvista, fadista magoa
avia, quem escreve
a cada suor uma estrada, imola
inscreves dos sonetos
depõe... úmida vida
para quem falso era o nó!
Cada suor te mascara, chora
um lance de escada, carta única, deitada
nua dança... escalada cheia e noivas
azuis desfiguradas
cascas, de resto alguém
verás no corrimão o guarda-pó
- o cais...
A luz e os escombros
P o m a
erhi Araújo
Prêmio Dival Pitombo de Poesias / Funlac / 1995
reparte e voa numa sonda
divina... célere
da carne extrai sombras
sal, bens de ouro, celebres
Cada paiol te trava a porta
da fome malvista, fadista magoa
avia, quem escreve
a cada suor uma estrada, imola
inscreves dos sonetos
depõe... úmida vida
para quem falso era o nó!
Cada suor te mascara, chora
um lance de escada, carta única, deitada
nua dança... escalada cheia e noivas
azuis desfiguradas
cascas, de resto alguém
verás no corrimão o guarda-pó
- o cais...
A luz e os escombros
P o m a
erhi Araújo
Prêmio Dival Pitombo de Poesias / Funlac / 1995
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Vigilia
pájaro de oro
torpe pájaro vuela
vuela sobre el miedo
dice emproado secreto
más alto en las nubes
de impresión, la retirada ...
entre alas crear saltos
bicam la luna, el sol productos
Borde de las lagunas
pájaro, ave!
que hermosa vista
Arrúa las verdades
mata a perder,
pájaro, ave, ave ...
lava los pies, resistir.
Vigilia
erhi Araújo
torpe pájaro vuela
vuela sobre el miedo
dice emproado secreto
más alto en las nubes
de impresión, la retirada ...
entre alas crear saltos
bicam la luna, el sol productos
Borde de las lagunas
pájaro, ave!
que hermosa vista
Arrúa las verdades
mata a perder,
pájaro, ave, ave ...
lava los pies, resistir.
Vigilia
erhi Araújo
Veglia
uccello d'oro
maldestra uccello vola
vola oltre la paura
emproado dice segreto
più alto tra le nuvole
stampa, il ritiro ...
tra salti creare ali
bicam la luna, il sole ducts
laguna di bordo
uccello, uccello!
che bella vista
arrua la verità
uccide perdere,
uccello, uccello, uccelli ...
lavare i piedi e resistere.
Veglia
erhi Araújo
maldestra uccello vola
vola oltre la paura
emproado dice segreto
più alto tra le nuvole
stampa, il ritiro ...
tra salti creare ali
bicam la luna, il sole ducts
laguna di bordo
uccello, uccello!
che bella vista
arrua la verità
uccide perdere,
uccello, uccello, uccelli ...
lavare i piedi e resistere.
Veglia
erhi Araújo
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Vigília
Pássaros doirados
desajeitado pássaro voa
voa sobre o medo
emproado diz segredo
mais alto sob as nuvens
estampa, revoa...
entre saltos criam asas
bicam a lua, miram o sol
bordam lagoas
pássaro, pássaro!
que bela vista
arrua a verdades
mata saudades,
pássaro, pássaro, pássaro...
lava os pés, resista.
Vigília
erhi Araújo
desajeitado pássaro voa
voa sobre o medo
emproado diz segredo
mais alto sob as nuvens
estampa, revoa...
entre saltos criam asas
bicam a lua, miram o sol
bordam lagoas
pássaro, pássaro!
que bela vista
arrua a verdades
mata saudades,
pássaro, pássaro, pássaro...
lava os pés, resista.
Vigília
erhi Araújo
Sinais
Parte da vida
essa amorosa, única
ou alívio do coração
cabe apresentar-se a nós
com misericórdia
quem fortalecer a vontade
a noite escura
os bons e os maus
um sussurro,
um silêncio absurdo, o caos
uma luz
uma partilha, cósmica
pode fazer deste mantra ardente
sua réstia de sol!
Sinais
erhi Araújo
essa amorosa, única
ou alívio do coração
cabe apresentar-se a nós
com misericórdia
quem fortalecer a vontade
a noite escura
os bons e os maus
um sussurro,
um silêncio absurdo, o caos
uma luz
uma partilha, cósmica
pode fazer deste mantra ardente
sua réstia de sol!
Sinais
erhi Araújo
domingo, janeiro 25, 2009
Planetário
Três letras
três ditos
três meses, três
três trens
andando bem cedo
fora dos trilho do medo...
três horas,
três, para as três Marias
uma primeira, mãe, outras duas filhas
três dedos
três dozes inteiras
balaios no meio da feira
três dias
três luas, novas cheias de mel
três portas
três postas cruas
três chaves trancam ruas
três mais três
sons, aromas, vapores
três pedidos
Três perigos
desejo, poder e compaixão
três mundos
três tempos, três temas
a praça, a lua e vaidades
a cruz, a cura, a crítica!
Planetário
erhi Araújo
três ditos
três meses, três
três trens
andando bem cedo
fora dos trilho do medo...
três horas,
três, para as três Marias
uma primeira, mãe, outras duas filhas
três dedos
três dozes inteiras
balaios no meio da feira
três dias
três luas, novas cheias de mel
três portas
três postas cruas
três chaves trancam ruas
três mais três
sons, aromas, vapores
três pedidos
Três perigos
desejo, poder e compaixão
três mundos
três tempos, três temas
a praça, a lua e vaidades
a cruz, a cura, a crítica!
Planetário
erhi Araújo
sábado, janeiro 24, 2009
Farol da noite
Por nada nos deixaríamos por amor
por nada nos descansaríamos no caminhar
por nada nos floresceríamos sem regar
por nada nos flagelaríamos no olhar
por nada nos calaríamos sem orar
por nada nos sangraríamos no voltar
por nada nos deveríamos abalar
por nada nos sentenciaríamos por calar...
por nada, por nada!
Farol da noite
erhi Araújo
por nada nos descansaríamos no caminhar
por nada nos floresceríamos sem regar
por nada nos flagelaríamos no olhar
por nada nos calaríamos sem orar
por nada nos sangraríamos no voltar
por nada nos deveríamos abalar
por nada nos sentenciaríamos por calar...
por nada, por nada!
Farol da noite
erhi Araújo
Toalha de luz
Ao se pôr, o sol
resplandece dourando a pele
espraiando as sombras
por você
ao se pôr, segue o sol pra seu leito
e deixa erguer-se
a toalha de prata sobre o céu azulado
por amor
ao se pôr... o mesmo sol
por viver
estende a mão
vê a lua...
se levanta !
Toalha de luz
erhi Araújo
resplandece dourando a pele
espraiando as sombras
por você
ao se pôr, segue o sol pra seu leito
e deixa erguer-se
a toalha de prata sobre o céu azulado
por amor
ao se pôr... o mesmo sol
por viver
estende a mão
vê a lua...
se levanta !
Toalha de luz
erhi Araújo
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Simplicidade
Quando o coração age
simplifica as coisas
o mundo
e mesmo por um segundo
nem que seja no frio inverno
nos aquece... por tão terno
Quando o coração abre
diz sim!
cheio de calor interno
repete-se quantas vezes for...
até que de amor
revela-nos
externo.
simplicidade
erhi Araújo
simplifica as coisas
o mundo
e mesmo por um segundo
nem que seja no frio inverno
nos aquece... por tão terno
Quando o coração abre
diz sim!
cheio de calor interno
repete-se quantas vezes for...
até que de amor
revela-nos
externo.
simplicidade
erhi Araújo
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