domingo, junho 24, 2012

nestes mundos, os meus próprios



Silencio...

ao descanso da cruz

qual  jarrinho de aromas,

que só pela necessidade produz

entre ferros, cores

entre frutos,  ardores

numa a toalha de luz!

a era,  a vez... a bondade,

do ventre... para cidade!

séo incenso, entre flores

a lágrima entre horrores

da prima idade...

mesmo, sem afinidade,

mesmo a seu tempo,

soltam-se ao vento

- socorro...

Silêncio!
 
nestes mundos, os meus próprios

                                                            erhi Araújo

domingo, junho 10, 2012

cor da prata


apontas a lua e, vestida da prata mais bela
vos sentirás...
sem engordurar seu brilho,
te curvarás
como só o encantado,
podereis irradiar!
Há os tocam a lua, os que se descobrem a seu brilho,
há os flamejantes e os notívagos, os partidos,
os espumantes... e outros, os negociante!
Há, os que da prata não vestem,
seus afazeres, há!
Há os que... ora céu, ora lua
tratasse-vos homem...
mesmo insensivelmente.

cor da prata
                                                                                erhi Araújo

segunda-feira, junho 04, 2012

Elixir




vontades de ir... não de chegar
há vontades, de sentir e não as revelar
mesmo à vontade , pedir ou... não vou contar!
dá vontade de servir, de desejar...
dá vontade de sorrir, então, posso sonhar!
há vontades...  de tingir, de desbotar
dá vontade de vestir, de raspar
dá vontade de sair, de te escutar!
a mesma vontade de partir, de voltar...
mas, a vontade é possuir... desmandar!
essa vontade!  de não atingir, de desprezar
destra vontade,  de iludir ou contratar
há vontades de agir, de não macular
dá vontade de acudir, de rastrear...
mesmo à vontade, só, há vontades ... no seguir!



Elixir
                                       erhi Araújo

oVo



Se olhar um pouco
falar do novo
e, de novo, sem faltar
em seu andar, um pouso
do novo, do cantar
sê, colar do povo
apontar do novo seu contar
se bem tratar o novo
sem desaguar!
tem lugar, o povo
... só esperar
que parte o trem do novo
a quem pesar?
tens de raspar do povo
ou reclamar
ou, violar o novo
do que atar
mesmo tratado, do povo
podes guardar
outras respostas do novo
se, indagar
verdades do povo
pra variar...
melindres de um torvo
no porre, gastar
nem operar o novo
nem conversar,
da mesa, do povo
corre purgar
no limite do fogo
por desdobrar
em suas vias de bobo!


oVo
                 erhi Araújo


segunda-feira, maio 21, 2012

À Luz da Lua, os Punhais

               NESTA QUINTA-FEIRA (24/05) ÀS 20 HORAS, NO TEATRO DE CULTURA POPULAR (Natal/RN), a Leitura Dramática do texto "À Luz da Lua, os Punhais", de Racine Santos.

No elenco estão: Raíssa Tâmisa, Carminha Medeiros, Diego Brown, Anna Celina,
Thulho Siqueira, Zé Martins, Beto Vieira e Sônia Santos.
Iluminação: Francesco Rodrix

Música:  ehri Araújo
Direção:
Makarios Maia

quarta-feira, maio 16, 2012

soma



 
Por ti, 

não tenho sujeito

nem propósitos francês

carrego!

tolos defeitos

vos imagino, inglês.

Sim! favores eleitos

deste velho e bom português

se, por razões óbvias,

houve dispêndios comensais

parto contudo

cujo principio, cativo, terás mudo...

ou lerás burguês!

Sê único, amor, guardeis

a roda, a dita, a Carmem, a ferida

o destino, atalhador

n’algum lugar, onde avistei

mesmo ao longe... nem mesmo eu sei

em qual moeda, regi a vida

se, a única dor, salguei.


soma
            erhi Araújo

domingo, maio 13, 2012

Domingo




                                                                  

                                                                       Sem dia

Sem tempo...

Sem lugar, sem pousar, sem argumentos.

Sem data, sem placa, sem hora

Sem lembrar, sem contratempo, fingimentos ou demora

Sem duvidar, sem ventos...

Se, o melhor  deste encontro é agora!



Domingo
                                            erhi Araújo

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Os Santos dos Sertões Femininos



O canto dos sertões, meninos
Vazam águas sonoras
Brotam vivas a toda hora
Arriscam, aterram e decalcam seu destino

No encanto dos sertões, ouvimos
O molho das pedras
Num tom irradiante, sem tréguas
Faz veredas no que sentimos

O pranto dos sertões, intestinos
Podes ser tu, não temo eu
História, em lágrimas místicas se converteu
Por vezes, por segundas... resistimos

Os santos dos sertões femininos
É sede, é fome, é seca... é a água que servimos!


Os Santos dos Sertões Femininos
erhi Araújo