segunda-feira, março 03, 2008

Meia-hora

Pudestes se num momento

quem soubesses, o tormento

o vagar, o correr desse olhar

se coubesse radiante,

dos ensaios que doravante

iluminados, adormecidos

enfraquecidos, pequeninos por instantes...

sem calor, sem espaço

a madrugada de pavor

um passo...

desencontros, quanto sou?

me permites,

colher na aurora

orvalho, sonhos e elos

tão juntinhos, paralelos

uma via, um desejo e a vista

vão-se embora...

toda à luz

generosa, prateada quase ouro!

não me vês...

amarelo.


erhi Araújo

5 comentários:

Viviane disse...

Oi Erhi! Você sempre com palavras belas e profundas. Um super beijo e muito sucesso para ti. Saudades muitas!!

bayano disse...

Erhi,

Em meio a hora, faço meu repouso letrado com tantos versos a nos oferecer. Sempre reclamo que a poesia não tem hora pra nos atender.
Salve! Salve!

bayano disse...

Parabém!

As fotos estão ótimas e, creio que mostra um pouco do que fazes na vida artistica.
Aplausos!

Roque disse...

Séo poeta,

Tá ficando cada dia mais bonito o semanaum. Gostei das fotos e pra minha surpresa, fique sabendo da menção! Quero saber mais sobre isto.
Deixo um grande abraço e... mais!

DESENVOLV disse...

Falar do mano Erhi é conduzir-se ás possibilidades do ser integral, que vasculha escrevendo, no som das escritas a todada das criações que amanam sons, dos sons que emanam escritas, compõe estórias.
Ser autentico, verdadeiro, sentimento derradeiro, do ser que surpira mano Erhi respira, respiramos nós que escrevemos nas páginas de tuas vidas, lemos o que escreve para nós.
Atitudes, sentimentos
Palavras que não se vão ao vento
Ficam.